18 de março de 2015

#MEAMOASSIM

Porque é que eu não posso ser feliz, assim, do jeitinho que eu sou? Porque, ao invés de fazer uma careta pros meus quilinhos a mais, eu tenho que abaixar a minha cabeça e me sentir inferior aos outros? Porque eu não posso ser totalmente feliz com o meu pneuzinho, sem me preocupar com olhares de censura ou com julgamentos chatos? Nós somos aquilo que escolhemos ser, ou nascemos pra ser, aqui, sendo mais exata. 

Faz anos e anos que eu tenho uma ideia fixa de que eu "tenho" que emagrecer, mas eu nunca parei pra pensar, como eu tenho parado nesses dias, no porque eu tenho tido essas vontades. Muitas vezes começa em casa, e é onde isso começou. Várias vezes sou julgada porque eu tenho uns quilinhos a mais, e isso não me deixa nada bem, eu me sinto pra baixo e toda vez que eu como alguma besteirinha que eu gosto, me desce amargo, como se eu tivesse que parar de comer aquilo pra agradar a todo mundo, ser melhor e mais bonita pra todo mundo, esquecendo assim, de agradar a mim mesma e fazer as minhas vontades.

Sempre tive uma ideia de que, se eu fosse mais magrinha, as pessoas me olhariam de uma outra forma, com mais desejo, e me aceitariam melhor. Olha que boba: hoje, com meus quilinhos fofinhos a mais, tem alguém que me olha com mais desejo e amor do que quando eu tentava me adaptar e ser igual a todo mundo. E sabe de uma coisa, por mais que eu reclame que meu braço tenha 3 quilos e pareça uma massa de pão esparramada, eu me sinto feliz, me sinto bem. 

É claro que eu não deixo de cuidar da minha saúde pra comer besteira, não. Só que minha genética me fez assim, um pouquinho fora do ponto. Mas não tem gente que gosta de queimadinho na bordinha do bolo? Porque diabos eu teria de me mudar pra alguém gostar de mim?!

7 comentários:

  1. Bárbara, bom dia!
    Então garota, me vi no seu post, sempre desejando desde que me entendo por gente, emagrecer. Até hoje ainda não consegui aceitar-me muito bem, mas estou trabalhando nisso, me libertando mais.
    Muito lindo isso de se amar.
    beijos

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    1. Eu sofro com isso desde pequena, é genético eu ser mais cheinha e minha mãe sempre quis ter uma filha com corpo e carinha de modelo. Uma pena eu não poder corresponder a ela. Teve uma época que eu fiquei magérrima, mas por um péssimo motivo: homem. Não recomendo. Mas fique calma, isso é assim mesmo, com o tempo. Vai ter um dia que tu vai se olhar no espelho e se achar a pessoa mais linda do mundo, e é aí que começa a morar a aceitação <3 tudo que precisamos é nos sentir bem e nos aceitar assim como somos.
      Que bom que gostou, Sarah! <3
      Um super beijo.

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  2. Oi! Em primeiro lugar, o que quer dizer com eu ser neném? HAUSDIHASUDA que legal encontrar uma fã de Beatles <3

    Sobre seu texto, me identifiquei porque eu passo pela mesma situação. Em primeiro lugar, SE eu fosse gorda e estivesse ok com isso, azar da opinião dos outros. Mas nem gordinha eu sou. Só não tenho uma barriga ultra fina como ditam os padrões de beleza =( Ou melhor, eu tenho barriguinha rs e por isso o pessoal aqui de casa fica incomodando para eu emagrecer emagrecer emagrecer.E independente do jeito que tu encara as coisas, de tu estar bem com isso ou mal, isso acaba te afetando :/ A gente tem que se aceitar mais acho

    Beijos, Vickawaii
    http://finding-neverland.zip.net

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    1. Então, Vic. Eu tenho um rosto redondo e uma "admirável" barriguinha também, super saliente hahah e também pernas grossas, concluindo: sou super corpuda. Então, isso já é motivo de todo mundo falar que tô gorda, obesa e que preciso emagrecer. É um pé no saco, isso afeta muito a autoestima. E é isso aí, quando a gente se aceita, tudo começa a ficar melhor. A gente se acha mais linda, e os outros também.
      Beijão, amor, volte sempre! <3

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  3. Clap Clap Clap (aplausos)! Adorei! Eh isso aí!
    Eu sempre fui magra (só osso) e as pessoas não me criticavam tanto por isso, mas eu queria ter mais curvas porque parecia uma criança. Então, tomei remédios (vitaminas para abrir o apetite), fiz academia, comi feito louca... Fiquei como eu queria. Mas aí sai da academia e fui fazer um intercâmbio. E aquele corpo que estava cheio de remédios e com o apetite maior viu a facilidade dos fast foods, então não deu outra: engordei bastante. Aí comecei a me achar feia de novo. E as pessoas começaram a rir das minhas celulites que estavam por toda parte (até nos braços). Eu escutava sempre: "meu Deus, olha tua perna! Tah molinha! Tua bunda tah caída!"
    Então, fui ficando pra baixo e buscando formas exageradas de perder tudo aquilo. Comecei a dormir com fome. Ferrei meu estômago. E a bola de neve foi crescendo. Academia, pilates... tudo tentei. Mas nada funcionava rapidamente. Até que entrei pro ballet e, nossa, emagreci muito rápido! E as malditas celulites foram embora (não por completo, mas melhorou. Consigo dobrar meu braço agora!). Mas eu olho pra trás e vejo que todo aquele desespero podia ter sido evitado se eu desse menos ouvidos à pessoas!
    Então, eh isso aí, não encana não. Se você está bem, não dê ouvidos, porque você só vai se afundar e se afundar. As pessoas não sabem o mal que fazem ficar apontando os defeitos de uma mulher. O importante é você estar feliz! Beijossss

    www.myrlenaraquelly.com

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    1. Nossa, My, que legal saber um pouco mais da sua história! E isso de dar ouvido as outros, é a maior furada mesmo, ainda mais se tratando da nossa aparência, as vezes só piora a nossa situação.
      Obrigada pela visita, lindona, espero ver você mais vezes por aqui <3
      Beijão!

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  4. Post lindo. Falta pessoas no mundo pessoas que pensem assim, ser "gordinha" também é ser feliz!

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